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Duque de Caxias, 4 de setembro de 2010
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ALERTA PARA O USO DE MEDICAMENTOS NO TRATAMENTO DO TDAH

24/6/2009

 Crianças que tomam medicamentos estimulantes, como a Ritalina - usada no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) -, são muito mais propensas a morrer inesperadamente do que àquelas que não fazem uso de tais remédios. Os dados constam do estudo financiado pela Agência de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA na sigla em inglês) e pelo Instituto americano de Saúde Mental. Embora os números envolvidos no estudo sejam muito pequenos, a pesquisa é a primeira a, rigorosamente, apresentar uma rara e preocupante conexão entre os medicamentos que tratam TDAH e a morte súbita entre crianças, aumentando ainda mais a dúvida de médicos e familiares em decidir tratar os filhos com tal tipo de droga.

  Há alguns anos, médicos chegaram a especular sobre essa possível ligação porque os estimulantes aumentavam o ritmo cardíaco, além de outros efeitos cardiovasculares. Atualmente, os médicos são alertados a avaliar pacientes pelo risco cardíaco antes de prescrever tais medicamentos.

  Técnicos da FDA, no entanto, disseram que tal linha de pesquisa não precisa ser reforçada por conta do novo estudo. Cerca de 2,5 milhões de crianças nos EUA tomam medicamentos para tratar da TDAH, como Ritalina e Adderall.

  Em breve comunicado à imprensa, as autoridades do FDA disseram que dado a seriedade do TDAH e a raridade das mortes súbitas, os benefícios de tais medicamentos superam os riscos. A Agência americana pediu ainda que os familiares discutam as preocupações com os médicos antes de decidirem, por conta própria, retirar a medicação da criança.

  A autora do estudo,  Madelyn Gould, professora de psquiatria infantil e epidemiologia da Universidade de Columbia, disse concordar com o conselho da FDA. "Este estudo  relata uma significativa associação 'ou sinal' entre a morte súbita e o uso de medicamentos estimulantes, especificamente Metilfenidato", concluem os pesquisadores, referindo-se à substância mais conhecida como Ritalina. "Embora os dados tenham limitações que impedem uma conclusão definitiva, nossas descobertas chamam a atenção para os potenciais riscos dos medicamentos estimulantes por crianças e adolescentes".

  Um um estudo experimental comparando o risco de morte súbita entre crianças que tomam medicamentos e os que não fazem uso deveria incluir milhões de crianças para gerar um resultado científico proveitoso.  Madelyn Gould e alguns parceiros conduziram a pesquisa com apenas 564 crianças nos EUA que morreram subitamente e sem explicação entre 1985 e 1996. Os pesquisadores avaliaram quantas delas tomavam medicamentos estimulantes, por meio de entrevista com os parentes e médicos e revisão de prontuários médicos.

  Os pesquisadores reconhecem que o trabalho não apresenta respostas definitivas, mas que eles tiveram a preocupação de eliminar qualquer potencial fator de confusão. Eles não consideraram casos de morte súbita em crianças que tinham asma ou anomalias cardíacas - condições reconhecidamente associadas ao TDAH - porque tais fatores poderiam aumentar o risco de morte.

 

G1 - Ciência
Fonte: oglobo.com/saude
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